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Maracujá do Cerrado, a verdadeira pérola da região

Um fruto genuinamente daqui

Se existe um produto que podemos chamar de nosso é o Maracujá do Cerrado. Ainda novo e pouco conhecido no país – e até localmente -, essa nova fruta nasceu do cruzamento de diversas espécies de maracujá cultivadas aqui na região, o que faz dele um produto original do Cerrado.

Mas não foi tudo assim tão fácil não. Foram anos de pesquisa e melhoramento genético realizados pela Embrapa Cerrados para chegar, em 2013, nesse maracujá, que virou a pérola do Cerrado. Aliás, esse também é um de seus nomes, e a gente conta porquê.

Com a casca verdinha, até parece um limão, mas ao cortá-lo, as sementes e sua polpa peroladas já anunciam que a experiência que essa fruta vai proporcionar é diferente de qualquer outra. E diferenciais ela tem de sobra.

Esse maracujá virou o queridinho de produtores e consumidores por vários motivos. Primeiramente pelo sabor. Diferente do maracujá tradicional, ele é menos azedo, podendo ser consumido puro ou ainda dar um toque diferenciado a receitas, como doces, drinks e até em alguns pratos salgados, trazendo um ar exótico para a nossa mesa.

A produtora local Dora Siqueira, umas das principais fornecedoras de Maracujá do Cerrado de Brasília, enumera também os benefícios para a saúde. “O nosso maracujá tem mais minerais que o amarelo. Se comparado ao maracujá tradicional, ele tem de 30% a 40% a mais, o que é muito bom para a saúde. Fora isso, também existe o fato de não precisar de defensivos”, comenta Dora.

E esse é o principal ponto positivo do Pérola do Cerrado. Por ser resistente a doenças e pragas, ele é cultivado inteiramente de forma orgânica, as únicas “exigências” do fruto é muito sol e água, o que faz sua produção ser sazonal, com alta entre fevereiro e abril.

Outra particularidade é a facilidade da colheita. Não é necessário analisar as frutas ainda no pé, quando estão maduras e prontinhas para comer ou usar em preparos, elas caem do pé. “A gente tem a noção exata de quantos maracujás vêm na colheita. Além dele durar bem mais depois de colhidos”, finaliza Dora.

Das pesquisas à mesa do consumidor

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já vem, há muito anos, desenvolvendo trabalhos de melhoramento de várias espécies. A missão é oferecer à sociedade novos produtos e, principalmente, disponibilizar aos agricultores materiais para diversificar suas produções, e o maracujá pérola é um deles, o  BRS Pérola do Cerrado.

A fruta é resultante de um processo de seleção massal de uma população de acessos silvestres de Passifora setacea de diferentes origens, visando, principalmente, o aumento de produtividade e o aumento do tamanho do fruto, além de resistência às principais doenças. O primeiro ciclo de seleção foi feito em 1994 e, após quase 20 anos de pesquisa, a Embrapa disponibilizou as mudas para os produtores. Mas e o que acontece nesse caminho?

Rafael Medeiros, engenheiro agrônomo da Emater-DF (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal), explica o que acontece com os novos produtos desde o desenvolvimento até chegarem ao consumidor.

“Tudo começa com a pesquisa da Embrapa, onde eles fazem os testes e as seleções. Depois partimos para o processo de validação, que é o teste a campo, onde vamos confirmar se a planta vai se desenvolver e também orientar os agricultores para que eles dominem o cultivo. O passo seguinte é o lançamento, quando o produto chega ao consumidor”, detalha.

Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 50 produtores de Maracujá Pérola, mas, como a população ainda está conhecendo a fruta, a expectativa é que a demanda aumente e a produção também.

Segundo dados da Embrapa Cerrados, são produzidos  de 10 a 25 ton/ha sem o uso de polinização manual, o que representa em torno de 10 Kg a 15 Kg de fruta por planta por ano. Ele pode ser plantado em quintais e pequenas chácaras e, além do Cerrado, também foi levado para outras regiões.

“O foco é o Cerrado, mas também foi feita a validação desse tipo de maracujá no semiárido e mata atlântica. Esta é uma planta rústica que consegue desenvolver muito rápido, se adapta ao clima seco ou úmido e exige bastante exposição ao sol”, descreve Rafael.

E desse processo de oferecer variedade de produtos, a saúde também sai ganhando. A polpa do Maracujá do Cerrado é rica em magnésio, ferro, fósforo e zinco. Cada 100 g de polpa fornecem de 34% a 39% das necessidades diárias de ferro; de 21% a 27% de magnésio; de 22% a 32 % de fósforo; e de 23% a 37% de zinco. E ai? Já provou essa delícia saudável do Cerrado?

 

Ficha técnica

Nomenclaturas: Maracujá do Cerrado; Maracujá Pérola do Cerrado; Maracujá Silvestre; Maracujá Doce

Nome técnico: variedade da espécie silvestre Passiflora setacea

Aspectos físicos: Casca de cor verde, tamanho menor que o maracujá amarelo tradicional

Origem: Fruto do cruzamento de várias espécies de maracujá nativas do Cerrado Brasileiro

Onde é produzido: Originalmente no Cerrado, mas hoje várias regiões que possuem condições climáticas propícias, como Nordeste e Sudeste, fazem o cultivo

Época: De fevereiro a abril

Valor médio: De R$ 5 a R$ 6 o quilo

 

 

Remodal

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