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Panela Candanga entrevista: MARA ALCAMIN - Universal Diner

Quando a gastronomia entrou na sua vida?

Ela sempre esteve presente na minha vida. Todas as minhas memórias de infância são de cheiros, sabores, comidas…

 

Quando viu que a culinária viraria profissão?

Quando fui morar em Nova Iorque. Me mudei para lá para fazer um curso de fotografia e tive que trabalhar em restaurantes para pagar as aulas. Aí foi um caminho sem volta. Desisti de ser fotógrafa e nunca mais saí da cozinha. Fiz alguns cursos breves, em Nova Iorque mesmo, e também na Cordon Bleu, em Paris. Quando voltei para Brasília, abri primeiro o Quitinete, depois o Zuu e, há 20 anos, sou chef executiva do Universal.

 

Há quantos anos está “dentro da cozinha”?

Há 23 anos. Comecei ajudante de cozinha em um restaurante em Nova Iorque. Cheguei a chef de Brunch antes de voltar ao Brasil. Nestes anos todos passei por todas as fases da gastronomia, algumas por serem moda e outras por curiosidade. Depois disso tudo vi que meu propósito estava sempre perto de mim. Redescobrir minhas raízes me fez ver claramente que este é o meu legado. Mostrar o meu tão amado Cerrado para todos é o que realmente me motiva e me deixa plena e feliz.

 

É daí que vêm suas inspirações para a criação de pratos?

Sim. Da minha infância na roça e nos sabores que mais me intrigam: o cerrado, a horta, o campo. A gastronomia local é protagonista no meu cardápio. É minha responsabilidade lutar para não perdermos nossas raízes na culinária de Brasília e entorno.

 

Qual o seu tipo de culinária e como ela veio se transformando ao longo dos anos?

Hoje estou totalmente focada em pequenos produtores de alta qualidade e, de preferência, conhecendo onde tudo é produzido e como é feito. Passei por todas as fases da gastronomia e hoje me sinto confortável em fazer comida boa, comida de verdade.

 

Para você, qual o papel de Brasília na gastronomia nacional?

Cidade nova. Gastronomia a ser descoberta. Muito parecida com o nosso quadro político. Procuramos uma renovação. Temos que mostrar para o brasiliense e para o Brasil o tanto que nosso Cerrado é forte, resiliente e guerreiro.

Remodal