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Mangaba

Há muito mais entre o Cerrado e a Caatinga do que pode imaginar nossa vã filosofia

Juntos, o Cerrado e Caatinga representam quase 35% do território nacional. Os dois biomas são marcados pelo clima seco (a caatinga mais do que o Cerrado) e também pela riqueza de plantas, animais e também de povos. Não é raro encontrar espécies que ocorrem apenas nessas regiões, fato que revela seu grande potencial extrativista. E uma das árvores nativas dos dois biomas é a mangabeira.

Com altura  entre 2 e 10 metros, a mangabeira tem força para crescer em solos ácidos e pobres em nutrientes e consegue aguentar bem os períodos de seca. Dela nasce a fruta mangaba, que, em tupi-guarani, significa “fruta boa de comer”. De acordo com a região, a frutificação varia, no Distrito Federal acontece no último trimestre do ano, entre outubro e novembro.

É muito comum em áreas de calcário e bastante encontrada no Parque do Pequizeiro, em Planaltina, na Chapada, Flores de Goiás e no território Kalunga.

A coleta da mangaba é feita principalmente por agroextrativistas (a maioria de assentamentos), portanto, para encontrá-la não é muito fácil não, é preciso procurar na época certa, nas feiras, em bancas de agricultura familiar.

“Eles são da produção da coleta. Como não tem em abundância, muitos consomem entre família, feiras locais, encomendas, entre vizinhos… Mas é uma importante forma de manutenção da diversidade de frutas, tem um papel cultural, e é uma caminho para complementarem a renda”, ressalta Janaina Diniz, professora da UnB que faz parte do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural.

Além de ser rara no Cerrado, a mangabeira não é nem um pouco fácil de cultivar (um dos motivos da coleta ser por extrativismo) e a mangaba é uma fruta muito frágil e de difícil transporte.

“A mangaba é bem delicada. Se eu colho hoje, em 2 dias ela tá madura e já estraga, então eu procuro levá-la ainda verde para as feiras. Mas quem mais procura são clientes vindos do Nordeste. Para o Cerrado, ela tem pouco significado econômico e cultural”, explica Dona Ana, que, além do Cajuzinho do Cerrado também observa as mangabeiras nascerem em sua propriedade.

Para facilitar a comercialização e evitar o desperdício dessa fruta suculenta, saborosa e rica em vitamina C, ferro e proteína, os agroextrativistas e pequenos produtores recorrem ao processamento, fazendo polpas, geleias, sorvetes, sucos, doces, bolos, biscoitos e licores. Ainda existe a possibilidade de congelar a fruta e aproveitá-la por mais tempo.

 

Ficha técnica Mangaba

Nomenclaturas: Mangaba, mangabeira

Nome técnico: Hancornia speciosa Gomes

Aspectos físicos: Pesam entre 20g e 260g, predominantemente da cor verde e, quando madura, levemente alaranjada

Origem e produção: Cerrado, Caatinga, tabuleiros costeiros

Época: Entre outubro e dezembro

Onde comprar: Ceasa (galpão da agricultura familiar)

Valor médio: R$ 30 o quilo

Remodal